Caso Rio Verde: ato público e mais denúncias

No dia 5 de junho, a comissão de meio-ambiente da câmara municipal de Rio Verde realizará um debate com representantes da Campanha Contra os Agrotóxicos, da Comunidade Assentamento Pontal Buritis, e representantes do poder público local. O evento tem início às 15:00h na Câmara Municipal de Rio Verde, auditório Marat de Souza.

Conheça o caso, e veja a seguir, mais uma denúncia de um cidadão de Rio de Verde:

“Como cidadão rioverdense de origem, esclareço que o “atendimento às famílias e as crianças, professores e servidores banhados pelo Engeo Pleno, do ponto de vista médico ainda deixa muito a desejar!

Praticamente todos têm dependido dos hospitais públicos e muitos nos relatam como têm sido tratados:descaso e muita humilhação e estão vivendo nos hospitais sob estigma: “… lá vem novamente  os envenenados”.

A grande maioria apresentam sintomas como a desregulação das funções respiratórias, hepáticas, tonturas, febre, dor de cabeça, rins, pulmonares. Muitos após ser tratados com soro e dipirona, retornaram mais 10 vezes a Unidade de Pronto Atendimento -UPA , e alguns o retornam…são diagnosticados “como portadores de viroses” e alguns já ouviram desaforadamente que estão mesmo é.: ” com problemas psicológicos”!

Ou seja, nota-se que há muita omissão e interesse de abafar “o caso” ou melhor “os casos” e há mais gravidade do problema do que de fato aparece. E há muitos procurando médicos em outros municípios. Quantos e quais sintomas ainda persistem? Queremos e precisamos saber?

Lembre-se que as crianças e demais pessoas atingidas “pela chuva de veneno” se encontravam numa escola pública, portanto “sob a guarda do Estado”, o que se esperava dessa situação é o imediato cumprimento do seu papel – dos seus órgãos diretamente envolvidos: saude, educação e meio ambiente. Uma vez que não deram a devida proteção por meio de ações preventivas, é dever constitucional “reparar e assegurar a saude e o bem estar dos cidadãos (as) . No mínimo com um atendimento, tratamento e acompanhamento médico descente às famílias e tb. ao “meio ambiente”. Como será que estão os alimentos, a água e o solo do local afetado?

O que vimos foi o desprezo e a omissão. E pra variar o famoso “lavar as mãos “e o conhecido “empurra -empurra” da situação”! Presenciei semana passada um grupo de 07 adolescente que ficaram internadas precariamente durante 03 longos dias, numa enfermaria de crianças do hospital regional de Rio Verde, lá também ficaram suas mães, sem dinheiro, com fome e sem dormir!

As famílias assentadas, professores e funcionários da Escola Rural São José do Pontal, que foram atingidos direta ou indiretamente pelos agrotóxicos da AEROTEX e da Syngenta necessitam da solidariedade e a atenção dos responsáveis – Estado e Empresa – para que tenham “urgente” um tratamento médico especilizado e caso a caso!

Sabemos que as pesquisas mencionadas acima são importantíssimas …. e quanto aos grupos (multidisiciplinares) tb. acima mencionados “são intenções” e medidas de médio e longo prazos! Além do Estado os responsáveis pelos danos causados a toda a comunidade em geral do Assentamento – Pontal dos Buritis ” e aos recursos naturais deveriam subsidiar estudos e pesquisas, nas áreas de saude, nutrição, controle biológico, água e solo. Chegaremos lá um dia, espero!!!

Como alerta e como forma de dar mais visibilidade ao caso e às questões ambientais do Município- faremos um Ato Público , no dia 05 de junho , na Câmara Municipal de Rio Verde, com depoimentos e a participação das famílias do ASSENTAMENTO PONTAL DOS BURITIS de Rio Verde-GO.

Participe, divulgue e compartilhe.



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Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida