Conferência sobre agrotóxicos reúne instituições e sociedade civil em Petrolina

Nesta quinta-feira (4), cerca de 200 pessoas participaram de conferência promovida pelo Fórum Pernambucano de Combate aos Efeitos dos Agrotóxicos na Saúde do Trabalhador, Meio Ambiente e Sociedade, em Petrolina. Em pauta, várias questões importantes sobre o tema dos agrotóxicos, dentre eles o adoecimento de trabalhadores, a liberação de substância já proibidas em outros países e a criação de uma rede voltada especificamente para tratar das questões do vale do São Francisco. 

A abertura do evento contou com a participação de diversos órgãos, dentre eles o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco, cuja representação foi feita pela procuradora do Trabalho Vanessa Patriota. Também esteve presente o Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos, representado pelo coordenador nacional, o também procurador do MPT, Pedro Serafim. 

Pela manhã, além das falas de abertura, com registros da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sindicato de trabalhadores, representantes da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e Secretaria de Saúde do Estado, foi apresentado parte do relatório feito pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

O estudo realizado pela Abrasco está contido no livro “Dossiê Abrasco: um alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde”. A obra revela dados alarmantes como, por exemplo, que um terço dos alimentos consumidos cotidianamente pelos brasileiros está contaminado pelos agrotóxicos.

De acordo com a coordenadora do Fórum Pernambucano, Ide Gurgel, o momento para a articulação se faz necessário tendo em vista as ações em curso que tentam flexibilizar ainda mais a proteção ao trabalhador e ao consumidor na relação com os agrotóxicos. “Buscamos sair daqui de Petrolina com encaminhamentos para a região, bem como de ação nacional, junto aos demais fórum”, disse. 

Dossiê

O livro “Dossiê Abrasco: um alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde” é uma revisão de uma versão lançada em 2012. O trabalho deste ano, no entanto, foi acrescido com um capítulo inédito sobre agroecologia como forma sustentável e saudável de produção. Ainda foram adicionados acontecimentos marcantes, estudos científicos e decisões políticas que envolvem os agrotóxicos. A obra totaliza mais de 600 páginas e pode ser lida gratuitamente na internet.



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