Lei míope ameaça pesquisa pública, agroecologia e agricultura familiar em SP

A Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida se insurge contra esta iniciativa e conclama a todos os paulistas e brasileiros a se unirem em defesa das unidades de pesquisa e ensino ameaçadas.

Em período de acelerada mudança climática, a multiplicidade de unidades de observação que permitam acompanhamento cientifico das relações entre o ambiente e o genoma, para atividades de interesse econômico, assume importância estratégica. Sabemos que a saúde da economia e estabilidade social dependem da consolidação de relações amigáveis do homem com o ambiente, e que estas se mostrem úteis para fortalecer o tecido social estabelecido nos territórios rurais.

Isto depende da biodiversidade e de seleções que assegurem uma combinação positiva entre as mudanças climáticas e seus impactos sobre as atividades de interesse da agricultura familiar. Se trata de algo ignorado pelas transnacionais do ramo, focadas em escassas atividades, que praticamente se resumem às lavouras de soja, algodão, cana, eucalipto e milho. Portanto, resta ao poder público dar conta do vasto leque de itens que que compõem agrobiodiversidade fundamental para a soberania e a segurança alimentar, nutricional e social dos territórios rurais.

Neste sentido causa espanto e asco a noticia de que, no estado mais rico do pais, o mesmo governador que perdoou dividas no valor de R$ 116 milhões da Alston, se proponha a desativar e a vender 79 unidades que realizam este trabalho, “para fazer caixa”.

O PL 328/2016, de Geraldo Alckmin só faz sentido dentro de uma visão estreita, de curto prazo, irresponsável em relação ao futuro e desrespeitosa em relação ao presente.

A Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida se insurge contra esta iniciativa e conclama a todos os paulistas e brasileiros a se unirem em defesa das unidades de pesquisa e ensino ameaçadas.

As iniciativas que recomendamos devem incluir multiplicação desta denuncia e ações concretas na forma de correspondências e manifestações de apoio dirigidas à Associação dos Pesquisadores Científicos de São Paulo, pelo email: secretaria.apqc@gmail.com ou WhatsAPP: 19 997519371.

Também solicitamos que sejam enviadas correspondências aos deputados de oposição, pedindo apoio, e aos de situação, informando que não serão esquecidos se participarem deste crime que desmonta estrutura de pesquisa estadual e acena no sentido de privatização da ciência, colocando o Estado a serviço de organizações que operam contra a sociedade. Péssimo exemplo para os Estados mais pobres e sinalização clara do que tende a ocorrer no país, com a consolidação de poderes sob controle do governo golpista e seus apoiadores.

Vejam mais detalhes em:

 



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