Campanha contra os Agrotóxicos realiza programação na Tenda Rachel Carson durante o 3° SIBSA

Da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida

A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida organiza a programação da Tenda Rachel Carson, no âmbito do 3º Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente (SIBSA), com uma série de atividades voltadas ao debate sobre os impactos dos agrotóxicos, a defesa da saúde coletiva, da agroecologia e dos direitos dos povos e comunidades tradicionais.

Entre os dias 27 e 29 de maio, pesquisadores, movimentos sociais, organizações populares, universidades e instituições públicas se reúnem em mesas, rodas de diálogo, lançamentos de publicações e atividades culturais para fortalecer estratégias de enfrentamento ao modelo do agronegócio e construir alternativas baseadas na soberania alimentar, na justiça socioambiental e na agroecologia.

“A programação da Tenda Rachel Carson reafirma a importância da união entre ciência, mobilização popular e agroecologia no enfrentamento aos impactos dos agrotóxicos. O SIBSA será um espaço estratégico para fortalecer denúncias, construir alianças e ampliar a defesa da vida e dos territórios”, destaca Jake Furquim, da Secretaria-Geral da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

A programação tem início na quarta-feira (27/05), a partir das 10h, com a mística de abertura e, em seguida, será realizado o debate “O Papel e as Ações para o Enfrentamento e Redução dos Agrotóxicos”, com participação da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, do Fórum Nacional de Combate aos Agrotóxicos e do Pronara.

Na parte da tarde também haverá o debate sobre o “Brasil Envenenado: denúncias, resistências e luta contra os agrotóxicos”, que propõe um panorama crítico sobre a expansão do uso de venenos agrícolas no país e seus impactos sobre os territórios, a biodiversidade e a saúde da população. A atividade também destaca experiências de resistência protagonizadas por movimentos sociais, campanhas e iniciativas agroecológicas.

Discutir os impactos dos agrotóxicos hoje é discutir também democracia, saúde pública e justiça socioambiental. A Tenda Rachel Carson reúne diferentes sujeitos políticos e científicos comprometidos com a construção de alternativas ao modelo do agronegócio e com a defesa dos direitos dos povos e comunidades tradicionais.

Outro espaço fundamental é a “Ciência em Defesa da Vida: pesquisadoras e pesquisadores na luta contra os agrotóxicos” promove um espaço de reconhecimento e valorização da produção científica comprometida com a saúde coletiva, a justiça socioambiental e a defesa dos territórios. O encontro reforça a importância da articulação entre universidades, movimentos sociais e sociedade civil na construção de alternativas ao modelo do agronegócio.

A pesquisadora da Abrasco, Lia Giraldo, afirma que este “será um momento especial para reunir pesquisadores/as, técnicos e pessoas interessadas na ciência para que se refletir sobre uma agenda necessária que é integrar nacionalmente os pesquisadores em torno de um pensamento crítico para enfrentar as iniquidades em pesquisas e também uma reflexão sobre métodos e possibilidades de maior diálogo no país com relação às prioridades em pesquisas relacionadas à luta contra os agrotóxicos.”

Nessa mesma esteira, será realizado o “Diálogo entre Ciência e Sociedade na Luta contra os Agrotóxicos”, reunindo instituições científicas, movimentos sociais e organizações da sociedade civil. A atividade contará com lançamentos de materiais da Fiocruz, do GT Saúde e Ambiente da Abrasco e da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, fortalecendo o intercâmbio de pesquisas, denúncias e estratégias de incidência pública em defesa da vida e dos territórios.

Fechando a programação, na sexta-feira (29/05), também haverá o debate “Direito à Saúde no Campo, na Floresta e nas Águas – Conhecer para Lutar”, organizado pelo Grupo da Terra.

As atividades reafirmam a importância da articulação entre ciência crítica, mobilização popular e agroecologia na luta contra os impactos dos agrotóxicos e na defesa de um modelo de produção de alimentos saudável, justo e sustentável.

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