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Nos últimos anos, os drones agrícolas têm sido apresentados pelo setor do agronegócio como uma alternativa moderna e “mais segura” para a pulverização aérea de agrotóxicos, em comparação ao uso de aeronaves tripuladas. Esta tipologia de uso de drones tem crescido de maneira significativa, sem uma regulação efetiva, e sem que a capacidade fiscalizatória da aplicação desta nova tecnologia esteja desenvolvida, o que pode estar ampliando, silenciosamente, a utilização de agrotóxicos no território nacional.

Esta pesquisa busca compreender os impactos dos agrotóxicos em populações vulneráveis, especialmente em comunidades indígenas e camponesas no MS. Apesar de ser hegemonicamente conhecida como uma terra do agro (Chã, 2018), em realidade o estado tem
uma grande diversidade de grupos étnicos – este relatório se concentra especificamente na etnia Guarani e Kaiowá – e comunidades camponesas, quilombolas e ribeirinhas.
O relatório está dividido em duas partes. Na primeira parte, são relatados os materiais e métodos empregados na pesquisa. Na segunda parte, são apresentados os resultados da pesquisa.

É com a dedicação de muitos corações, mãos e mentes que apresentamos a vocês, leitores, esta publicação, especialmente desenvolvida para compartilhar informações sobre os efeitos dos agrotóxicos sobre a saúde reprodutiva das mulheres. Analisaremos as evidências científicas disponíveis que apontam para os perigos associados à exposição a essas substâncias químicas, incluindo seu impacto na fertilidade masculina e feminina, nos ciclos menstruais, nas complicações durante a gravidez, no desenvolvimento fetal e na saúde das crianças.
Espera-se que, ao elucidar essas conexões, este material estimule discussões significativas, promova a conscientização e contribua para a busca de soluções que protejam a saúde reprodutiva e que promovam a justiça socioambiental, com práticas agrícolas mais seguras e sustentáveis, tanto para nós quanto para as futuras gerações.

No final do ano de 2022 a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) foi procurada pelo Centro de Direitos Reprodutivos (CDR), de Bogotá, para uma parceria voltada a analisar a saúde reprodutiva em contexto de exposição aos agrotóxicos no Brasil. O GT Saúde & Ambiente da Abrasco ficou com a responsabilidade de conduzir o estudo proposto para o Brasil. Para isso, foi organizado um grupo amplo de pesquisadores com expertise no tema para desenvolvimento do projeto.

A publicação mostra que entre 2010 e 2019, quase 57 mil pessoas foram intoxicadas pelo uso de agrotóxicos no País, uma média de 15 pessoas por dia, sendo que esse número pode ser ainda maior, de acordo com estimativa do próprio Ministério da Saúde. Segundo o “Atlas dos Agrotóxicos”, o impacto do atendimento para esses casos de intoxicação gera um custo de R$45 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS). Isso significa que cada US$1 gasto na compra de agrotóxico pode onerar o SUS em US$1,28.
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