Glifosato: a arma química que Estados Unidos e Israel usam para matar, amplamente usada na agricultura brasileira

Por Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela vida

reprodução internet

O desenvolvimento da indústria dos venenos sempre esteve atrelada à guerra. Os agrotóxicos foram moléculas desenvolvidas no início do século 20, justamente para serem utilizadas como armas químicas, amplamente utilizadas durante as grandes guerras mundiais, ou mesmo em conflitos locais, como a guerra do Vietnã, onde o famoso “agente laranja”, uma mistura de herbicidas utilizada pelos Estados Unidos e seus aliados para desfolhar grandes áreas de florestas, em busca de localizar os soldados da resistência. 

O “agente laranja” da vez é o glifosato, agrotóxico amplamente utilizado nas lavouras brasileiras, proibido em inúmeros países, inclusive na União Europeia, onde é fabricado, e classificado como “potencialmente causador de câncer” pela Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (AIPC), órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2015. 

Segundo agências de notícias internacionais, esse veneno tem sido usado deliberadamente pelo regime israelense para atacar povos da região de forma indiscriminada, violando todos os tratados globais de não uso de armas químicas em conflitos bélicos. As informações confirmadas pelas autoridades locais dão conta da pulverização aérea de glifosato sobre as comunidades rurais de Aita al-Shaab, Ramieh e Marwanieh, no Líbano.

Essa barbaridade, por sua vez, está respaldada por uma ordem executiva do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, de 20 de fevereiro passado, que classifica o fósforo elementar e os herbicidas à base de glifosato como materiais essenciais para a segurança nacional de seu país. 

Essas medidas absurdas e genocidas só reforçam o que a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos vem denunciando há mais de uma década: agrotóxicos foram feitos para matar e a humanidade precisa enfrentar esse problema com a seriedade e a urgência que o tema demanda. 

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