Livros

Dossiê Contra o Pacote do Veneno e Em Defesa da Vida [Livro Virtual – PDF] (2021)

Este livro é composto por documentos que fazem uma revisão do dossiê científico e técnico contra o Projeto de Lei do Veneno (PL 6.299/2002) e a favor do Projeto de Lei que institui a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA) da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) e da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) publicado em julho de 2018. Na edição atual, incluiu um esforço colaborativo das editoras Expressão Popular, Hucitec, Abrasco e Rede Unida.

Conforme explica Wanderlei Pignati, doutor e pesquisador do NEAST da UFMT, na apresentação da edição atual, “este novo Dossiê expressa mais um importante estímulo aos movimentos em defesa da vida e contra o uso e abuso de agrotóxicos pelo agronegócio ecocida”.

Ele relata as diversas manobras do Congresso Nacional nas tentativas de aprovar o ‘Pacote do Veneno’ ou Projeto de Lei n.o 6.299/2002 e analisa e denuncia as propostas perversas do agronegócio e das indústrias agroquímicas e seus aliados no Executivo e Legislativo, no sentido de aumentarem ainda mais a venda e o uso de agrotóxicos, consequentemente, ampliando a intoxicação da vida (vegetal, animal e ambiental) no território brasileiro”.

O livro aponta esperanças e alternativas para enfrentar este conluio de morte, mostrando práticas e trazendo propostas baseadas na produção agroecológica, de caráter coletivo, democrático, de promoção da vida e produção de alimentos saudáveis. Estes itens estão contidos na Política Nacional de Redução do Uso de Agrotóxicos ou PNARA ou Projeto de Lei n.o 6.670/2016, defendido neste Dossiê”.

Espero que este novo grito de alerta nos leve a caminhar para outro modo de vida, com saúde, democracia, felicidade e poesia, necessários neste momento de crise sanitária e humanitária e de aprofundamento da colonização do mundo pelo poder do capital”.

Caderno de Estudos: Saúde e Agroecologia (2019)

Alinhada à missão institucional, a coleção Caderno de Estudos em Saúde e Agroecologia surge com dois objetivos: (i) contribuir para a produção, disseminação e compartilhamento de conhecimentos e tecnologias em Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, voltados para a promoção e melhoria das condições de vida e saúde da população, com ênfase na redução das desigualdades e iniquidades no acesso aos serviços e às condições promotoras da saúde; bem como ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), baseado em uma visão ampliada de saúde e contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico sustentável do país; e (ii) consolidar o Programa Institucional de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade da Fiocruz, como processo estratégico, com base na divulgação de produções técnico-científica que contribuam para a compreensão das múltiplas conexões entre saúde e agroecologia e que ajudem a pensar caminhos de atuação conjunta entre os campos.

A proposta da Caderno de Estudos em Saúde e Agroecologia foi formulada em conjunto, por representantes que atuam na Fiocruz, na ABA e na ANA, se baseia na seleção de documentos que foram publicados nos últimos anos – artigos ou relatórios –, que justamente trabalham as relações entre saúde e agroecologia, que não estão disponíveis em português, para traduzi-los e ampliar a divulgação desses materiais.

Saúde do campo e agrotóxicos (2019)
Transgenic Crops: hazards and uncertainties – More than 750 studies disregarded by the GMOs regulatory bodies

For the fifth consecutive year, Brazil is considered as being the second largest producer of transgenic plants of the world, after the United States. The area for this type of culture already exceeded 40 million of hectares in our country.

The continuous increase of the area planted with transgenic soy, maize and cotton varieties, and the successive commercial release of new genetically modified organisms (GMOs), with combined alterated genes now, indicate the importance of monitoring their possible impacts to the environment, in general, and the human health, in particular.

With the book “Transgenic Crops – hazards and uncertainties: More than 750 studies disregarded by the GMOs regulatory bodies”, the MDA’s intention is, therefore, to promote the thinking and contribute to the debate about the release and use of transgenic plants, focused on the importance of maintaining the biodiversity and agrobiodiversity, the safety and food sovereignty and the sustainable rural development. Have a good reading!

Dossier ABRASCO: una alerta sobre los impactos de los agrotóxicos en la salud – en español

El Dossier ABRASCO o Dossier de los Impactos de los Agrotóxicos en la Salud fue lanzado por primera vez en abril 2015 en Brasil y ahora está disponible en español gracias a una colaboración entre instituciones y profesionales de la salud de Brasil, Colombia y Ecuador.

El libro Dossier ABRASCO: una alerta sobre los impactos de los agrotóxicos en la salud fue desarrollado por la Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), entre 2012 y 2014, en articulación con la Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida y la Articulação Nacional de Agroecologia.

La publicación de más de 600 páginas, colorida e ilustrada, está organizada en cuatro partes: 1) Seguridad alimentaria y nutricional y salud; 2) Salud, ambiente y sustentabilidad; 3) Conocimiento científico y popular: construyendo la ecología de saberes; 4) La crisis de paradigma del agronegocio y las luchas por la agroecología.

Um avião contorna o pé de Jatobá e a nuvem de agrotóxico pousa na cidade – História da reportagem (2018)

O repórter Paulo Machado conta neste livro a história emocionante de uma reportagem exemplar, bem pautada, bem pesquisada, bem apurada e bem editada. São esses os ingredientes clássicos de uma reportagem bem realizada. Além disso, essa experiência foi enriquecida pela necessidade que o repórter teve de executar uma cobertura multimídia – com texto escrito, falado e imagens – para a agência de notícias, as emissoras de rádio e os canais de televisão da Radiobrás. Esse ponto dá ao relato uma atualidade inédita. As redações em todo o mundo apenas começam a se estruturar para executar jornalismo multimídia.

Lavouras Transgênicas: Riscos e incertezas (2015)
Mais de 750 estudos desprezados pelos órgãos reguladores de OGM
Nas mais de 750 indicações de textos oriundos de renomados institutos de pesquisa estabelecidos em várias regiões do planeta, cientistas alertam para os riscos e incertezas envolvidos na liberação ambiental massiva de plantas transgênicas. Evidenciando a ausência de consenso científico com relação aos impactos dos transgênicos sobre a saúde das pessoas e para a socioecobiodiversidade, o livro traz elementos para o exame de problemas decorrentes do uso desse tipo de bio-

tecnologia. O acúmulo de informações aqui recolhidas sobre suas implicações ambientais, econômicas, sociais e morais, reforçam a necessidade de análises críticas do atual modelo de desenvolvimento, abrindo a discussão para a busca de caminhos alternativos para o meio rural.
Dossiê Abrasco: Os impactos dos agrotóxicos na saúde (2015)

Não há dúvidas. Estamos diante de uma verdade cientificamente comprovada:
os agrotóxicos fazem mal à saúde das pessoas e ao meio ambiente.

Depois de causar grande impacto em 2012, o Dossiê Abrasco sobre Agrotóxicos ganha nova edição. A publicação, com mais de 600 páginas, colorida e ilustrada, inclui a revisão do Dossiê de 2012 e uma quarta parte inédita. Este capítulo, concluído em outubro de 2014, foi dedicado a atualização de acontecimentos marcantes, estudos e decisões políticas, com informações que envolvem os agrotóxicos, as lutas pela redução dessas substâncias e pela superação do modelo de agricultura químico-dependente do agronegócio.

Não é por falta de confirmação dos efeitos nocivos à saúde e ao ambiente que a grave situação de uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil não é revertida. O livro reúne informações de centenas de livros e trabalhos publicados em revistas nacionais e internacionais, que revelam evidências científicas e correlação direta entre uso de agrotóxicos e problemas de saúde. Essas informações foram confirmadas por diversas fontes, relatos e denúncias, no Brasil e no exterior.

Dicionário de Educação do Campo (2012)

Organizadores: Roseli Salete Caldart, Isabel Brasil Pereira, Paulo Alentejano, Gaudêncio Frigotto O Dicionário da Educação do Campo é uma obra de produção coletiva. Sua elaboração foi coordenada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro, e pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Sua elaboração envolveu um número significativo de militantes de movimentos sociais e profissionais da EPSJV e de diferentes universidades brasileiras, dispostos a sistematizar experiências e reflexões sobre a Educação do Campo em suas interfaces com análises já produzidas acerca das relações sociais, do trabalho, da cultura, das práticas de educação politécnica e das lutas pelos direitos humanos no Brasil.

Primavera Silenciosa

Quando a bióloga marinha Rachel Carlson lançou seu histórico livro, Primavera Silenciosa, em setembro de 1962, qualquer indústria química de inseticidas e outros derivados sintéticos podia lançar no meio ambiente o que bem entendessem, sem testes cientificamente projetados. No fundo, praticamente bastava que essas substâncias sintetizadas não matassem o químico responsável. Aliás, nem existia nos EUA a agência de proteção ambiental, a EPA.

Ao completar o cinquentenário, neste mês de setembro, Primavera Silenciosa já é um clássico do movimento de defesa do meio ambiente, e influenciou decisivamente várias gerações de cientistas e militantes.

Agrotóxicos no Brasil: Um Guia em Defesa da Vida (2011)

O livro Agrotóxicos no Brasil – um guia para ação em defesa da vida é uma produção revestida de caráter histórico. Leitura essencial para quem luta na defesa da vida e por um modelo de desenvolvimento alternativo para o campo.

O primeiro motivo dessas afirmações se deve ao fato da quase ausência de material educativo produzido pelo setor público informando a população sobre os riscos do uso dos agrotóxicos no Brasil. Esse campo é hegemonizado por quem produz os agrotóxicos, preconizadores de seu uso seguro, mito, analisado e desconstruído nesse importante livro, escrito com muita competência por Flavia Londres.

Agrotóxicos: Violações socioambientais e direitos humanos no Brasil (2016)

Os impactos gerados pelo uso intensivo de agrotóxicos, em território brasileiro, têm suscitado debates abrangendo diferentes áreas do conhecimento e interesses públicos, com destaque para questões relacionadas à saúde e meio ambiente. Pesquisadores, acadêmicos e populares, vêm buscando desenvolver e dar visibilidade a estudos que denunciam a violência representada pelo agronegócio de forma geral e, especificamente, pelos agrotóxicos.

Neste contexto, entre os dias 25 e 28 de junho de 2014, na Cidade de Goiás/GO, foi realizado o I Seminário Nacional: agrotóxicos, impactos socioambientais e direitos humanos. Durante o evento reuniram-se: pesquisadores e estudantes de diferentes áreas do conhecimento, profissionais da saúde, advogados populares, representantes do Ministério Público e militantes de vários movimentos sociais, do campo e da cidade. O livro Agrotóxicos: violações socioambientais e direitos humanos no Brasil, aqui apresentado, é resultado das discussões levadas a cabo durante este evento e dos desdobramentos/diálogos realizados anterior e posteriormente a ele.

Agrotóxicos, Trabalho e Saúde: Vulnerabilidade e Resistência no Contexto da Modernização Agrícola no Baixo Jaguaribe/CE (2011)

A ideia de produzir este livro surgiu quando estávamos planejando o último ano da pesquisa Estudo epidemiológico da população da região do Baixo Jaguaribe exposta à contaminação ambiental em área de uso de agrotóxicos, em fevereiro de 2010. Começamos com um “congresso interno” à nossa comunidade de pesquisa, em que cada um foi apresentando os resultados ou o momento do estudo em que estava mais diretamente envolvido.

O livro representa também um tributo a pessoas, entidades e movimentos do Baixo Jaguaribe que, mais que “informantes”, compartilharam conosco as concretas experiências de suas vidas, e nos falaram de verdades que se comprovam na força da sinceridade do olhar de quem afirma porque vive. Eles têm o direito de se apropriar dos resultados desta pesquisa, realizada com recursos públicos e com a participação decisiva deles. Esta definição delineou, então, escolhas sobre a linguagem, o formato, a abordagem e a estrutura do livro.

Somos trinta autoras e autores, de quinze formações profissionais diferentes, entre outras diferenças que se refletem na (positiva) diversidade dos olhares sobre o objeto do estudo. Uma das resinas que nos une enquanto comunidade de pesquisa é a crítica ao paradigma da ciência moderna e o profundo desejo de contribuir no avanço da construção de paradigmas emergentes que re-situem a produção de conhecimento na promoção da Vida, da Saúde, da Justiça e da Equidade.

Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida