Testado em GO, feijão agroecológico é livre de qualquer produto químico

Para produtor, uma das vantagens é não ter de lidar com veneno. 
Alimento é plantado em volta de árvores e espécies nativas do cerrado.

 
Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera

 
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Arroz e Feijão está testando uma nova variedade do feijão, chamado de agroecológico. Os testes acontecem em uma propriedade dePirenópolis, a 127 quilômetros deGoiânia. “Ele é produzido absolutamente sem nenhum produto químico e desenhado de acordo com as normas da natureza. As plantas conseguem conviver com insetos e com pragas e fungos sem causar danos econômicos”, explica o pesquisador Agostinho Didonetti.

Plantado em uma área experimental, no meio de uma roça de milho e em volta de árvores frutíferas e espécies nativas do cerrado, o alimento parece estar em um local estranho, mas é neste ambiente em que se cultiva o feijão no novo sistema.

Mulheres ocupam fazenda contra uso de agrotóxicos na Paraíba

8 de março de 2012
 

Página do MST

 

Cerca de 500 mulheres do MST ocuparam uma fazenda para denunciar a utilização exagerada de agrotóxicos no município de Sousa, na região de Patos, na Mesorregião do Sertão Paraibano, na manhã desta quinta-feira (8/3).

A Fazenda Santana utiliza grandes quantidades de agrotóxicos para a produção de algodão, que tem causado problemas de saúde para os trabalhadores da lavoura e para a comunidade que vive na região.

Coordenador do MST diz que uso de agrotóxicos em lavouras segue lógica do lucro

"Brasil deveria proibir totalmente o uso de agrotóxicos", diz Stedile

Agência Brasil

O uso de agrotóxicos nas lavouras brasileiras, como forma de elevar a produtividade no campo, foi criticado pelo coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, que participou de aula inaugural da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Campanha contra os Agrotóxicos abre ano letivo da ENSP/Fiocruz

Da Revista Fator Brasil Na perspectiva de ser um campo de debates para a Conferência Mundial Rio+20, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), da Fiocruz, dá início ao ano letivo de 2012 com palestra a Contra os…

MG convoca seminário estadual

Com muitos esforços e dificuldades – já que, ao contrário do agronegócio, não contamos com nenhum financiamento – o Comitê Minas Gerais vai realizar o 1º Seminário Estadual, para 100 participantes, com caráter de formação e organização. As discussões terão…

PF apreende 1,2 tonelada de agrotóxico ilegal no Paraná

Uma operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira nas cidades de Boa Esperança e Foz do Iguaçu, no Paraná, tirou de circulação 1,2 tonelada de agrotóxicos ilegais e prendeu cinco pessoas.

De acordo com a PF, os investigados compunham uma organização criminosa que adquiria agrotóxicos ilegais no Paraguai, os transportava até depósitos no interior do Paraná e depois promovia a venda para agricultores.

Ativista teme aprovação de uso de agrotóxico em mandiocas

Por: Cida de Oliveira, Rede Brasil Atual

Publicado em 08/03/2012, 17:05
  
Ativista teme aprovação de uso de agrotóxico em mandiocasAlimento dos mais consumidos no Brasil, a mandioca poderá vir a receber o agrotóxico glifosato (Foto: MDA)

São Paulo – O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou ontem (7) que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Câmara Setorial da Mandioca querem incluir a cultura no rol de opções de uso do glifosato, o agrotóxico mais utilizado do mundo, que tem a função de combater ervas, principalmente perenes.

Dia do consumidor é dia de luta contra dos agrotóxicos!

No dia em que é Comemorado o Dia Mundial do Consumidor -15 de março, o comitê estadual da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida do Mato Grosso sai às ruas de Cuiabá para alertar a sociedade mato-grossense dos…

Governo cria GT sobre uso de agrotóxicos

Grupo envolverá Ministérios da Saúde, do Meio Ambiente, da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Justiça, Anvisa e Ibama, para criar e discutir o Plano Nacional de Enfrentamento da Produção, Comercialização e Uso de Agrotóxicos e suas Consequências à Saúde e ao Meio Ambiente
 
290212_pedrinhotomoveneno

Rio+20: Dossiê mostrará impacto dos agrotóxicos na saúde das pessoas e dos ecossistemas




290212_pedrinhotomovenenoAdital - Buscando conhecer o impacto dos agrotóxicos na saúde dos/as brasileiros/as, o Grupo de Trabalho (GT) de Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), em parceria com outros GTs, comissões e associados decidiu pesquisar o tema e publicar suas descobertas em um dossiê. O documento será lançado no Congresso Mundial de Nutrição, em abril deste ano, e durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que acontecerá em junho no Rio de Janeiro.

Fiscalização flagra canavieiros expostos a agrotóxicos no interior de São Paulo

Trabalhadores tinham roupas de proteção e luvas rasgadas. Alimentos e equipamentos eram guardados junto com veneno a ser aplicado

Por Verena Glass - Repórter Brasil

Entre os dias 23 e 27 de janeiro, o Grupo de Fiscalização Rural ligado à Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Ribeirão Preto realizou uma fiscalização em quatro importantes usinas nesta região do interior de São Paulo, conhecida como a Califórnia Brasileira por sua pujança econômica. O foco foram denúncias de problemas trabalhistas relacionadas ao plantio e à aplicação de agrotóxico nos canaviais.

Trabalhadores que aplicavam veneno na plantação trabalhavam com as luvas de proteção rasgadas. Fotos: Divulgação/MTE 

Venha para o mundo de Malboro

Por trás do maço de cigarros vendido ao consumidor final, escondem-se histórias de agricultores explorados, endividados e contaminados por agrotóxicos no Sul do Brasil


por Carlos Juliano Barros, da RevistaTrip

Pernas quase paralisadas, Valdemar Santos bem que gostaria de usar aquele tipo de muleta que fica sob as axilas. Porém, os caroços que pipocam nessa região – e se espalham por todo o corpo – o obrigam a apelar para um modelo de bengala que sobrecarrega o antebraço. Depois de 12 longos anos inalando agrotóxicos na lavoura de fumo que cultivava em uma pequena propriedade no município de Imbituva (PR), Valdemar desenvolveu uma grave polineuropatia.

Em outras palavras, ele sofre de uma pane geral nas terminações nervosas de seu organismo, o que prejudica não apenas sua coordenação motora, mas também seu raciocínio. Hoje, do salário mínimo que recebe a título de aposentadoria por invalidez, Valdemar embolsa apenas R$ 389. O restante já é descontado na fonte para quitar as dívidas que vem acumulando por conta de seu tratamento. “Se sinto cheiro de tinta de parede, perco a vista, dá dor de cabeça, tremelique, tosse seca. Parece que aumentam o volume dentro de mim”, afirma Valdemar, simulando o giro de um botão de rádio.

Agrotóxico, pimentão e suco de laranja

José Agenor Álvares da Silva

A celeuma sobre a presença de resíduos de agrotóxicos no suco de laranja brasileiro, colocado em dúvida pelas autoridades sanitárias dos Estados Unidos, é emblemática para a discussão sobre a contaminação de alimentos por esses produtos. A presença irregular de resíduos de agrotóxicos em produtos agrícolas destinados à exportação implica em prejuízo para o agricultor brasileiro, com a devolução ou destruição do produto pelo país importador.

O agrotóxico, por definição, é um produto aplicado para matar e a linha que separa os efeitos benéficos de eliminar uma praga e os efeitos maléficos, que podem levar um ser humano à morte, é muito tênue. Por isso, esses produtos químicos têm alvos biológicos e mecanismos de ação bem definidos.