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Famílias quilombolas são contaminadas por poeira tóxica durante colheita de soja no Pantanal⚠️

No dia 23 de março de 2021 famílias residentes na comunidade jejum no município de Poconé no Pantanal Matogrossense, apresentaram problemas de saúde como tosse, irritação na garganta após poeira oriunda da colheita de soja atingir as casas que estão localizadas a menos de 10 metros das áreas de plantio do monocultivo.

Os problemas de saúde e sintomas surgiram durante a colheita da soja que acontece desde a semana anterior.

“Estamos vivendo uma situação meio complicada, porque começaram a colher a soja na semana passada, e aí com a poeira da soja começa a irritação na garganta, dor de cabeça. E tem bastante criança. Na hora que estava colhendo aqui perto de casa tinha até um bebezinho que começou a espirrar bastante. É uma situação complicada para gente aqui, tem gente de idade também, tudo sofre com isso! (Relata moradora da comunidade)

Em dezembro de 2020 o relatório publicado pela FASE e pela Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Mato Grosso- Agrotóxicos e Violação de Direitos Humanos: comunidades rurais pulverizadas em MT, já denunciava o avanço do agronegócio e o plantio de monocultivos no Pantanal Matogrossense e os impactos do uso de agrotóxicos sobre as comunidades quilombolas e tradicionais da região que estão sendo cercadas pelos monocultivos de soja.

Há tempo comunidades rurais e organizações da saúde e socioambientais denunciam o não cumprimento dos 90 metros previsto em lei – para a distância mínima entre a área pulverizada por agrotóxicos e casas, fontes de águas, estradas, o que tem aumentado os impactos sobre a saúde das pessoas.

A CONAQ – Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) em Mato Grosso formalizará denúncia sobre o ocorrido junto aos órgãos responsáveis e Ministério Público.

Informações: FASE MT



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