Trigo transgênico no nosso pão não!

A CTNBio abriu, em outubro de 2020, a discussão que pode permitir uso do trigo transgênico em pães, massas e biscoitos.

Você sabia que a utilização de trigo transgênico pode ser autorizada no Brasil? Em outubro de 2020, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação, realizou uma audiência pública para discutir a liberação comercial de trigo transgênico para o consumo humano e eventual cultivo deste tipo de alimento geneticamente modificado no País. A audiência foi marcada às pressas, logo após a Argentina, um dos maiores exportadores de farinha de trigo para o Brasil, aprovar o plantio de uma variedade de trigo transgênico.

No entanto,  o plantio desse trigo na Argentina só vai acontecer se o Brasil aceitar a importação desse alimento. Representantes da sociedade civil, acadêmicos e pesquisadores argentinos se posicionaram contrários à medida, apontando a falta de evidências que comprovem a ausência de riscos para saúde da população, e os impactos ambientais causados pelos alimentos transgênicos. No Brasil, os argumentos são os mesmos. O Idec e organizações de Direitos Humanos como a Terra de Direitos, da Campanha Contra os Agrotóxicos e do Movimento Ciência Cidadã reforçam o que a comunidade científica tem sustentado ao longo dos últimos anos: é preciso considerar as evidências dos riscos à saúde do consumidor e os riscos ao meio ambiente. 

Assine a petição e ajude a impedir que o trigo transgênico seja liberado no Brasil!

Se você representa uma entidade e deseja assinar o manifesto, é só clicar aqui.

Entenda os riscos de liberar os uso do trigo transgênico

 Listamos abaixo alguns dos motivos pelos quais não queremos o trigo transgênico na nossa comida:   

  • Porque um novo veneno extremamente tóxico poderá estar presente no pão nosso de cada dia. O trigo transgênico é resistente ao glufosinato de amônio, mais tóxico que o glifosato, um agrotóxico classificado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como potencialmente cancerígeno. Se houver a liberação, o trigo pode ter resíduos desse veneno tóxico que serão incorporados às farinhas e seus derivados. Isso significa que poderá aumentar a presença dessa substância em alimentos básicos de consumo diário, como pães, massas, pizzas, bolos, salgados, biscoitos, entre outros. 
  • Porque a planta modificada também carrega genes de resistência a antibióticos, que com o tempo podem tornar ineficazes certos medicamentos nas pessoas que ingerirem derivados desse trigo.
  • Porque não há fundamento científico para avaliar a segurança de um OMG (Organismo Geneticamente Modificado). Portanto, nada garante que o pão que comemos será igual em suas características e no impacto em nosso corpo de um pão feito com trigo convencional.
  • Porque o trigo transgênico já foi rejeitado no mundo. Na América do Norte, a Monsanto retirou seu trigo resistente ao glifosato em 2004, após a rejeição ao produto feita por vários setores ligados à comercialização. Na Argentina, um grupo de organizações da cadeia do trigo também expressou “o prejuízo que ocorreria ao mercado de trigo argentino seria irreparável e irreversível, pois a contaminação se espalhará e a segmentação é inviável”. E a indústria brasileira de moagem acaba de manifestar o mesmo, que em levantamento interno afirmou que 85% não são favoráveis ​​ao uso do trigo transgênico e 90% se declararam dispostos a suspender as compras do trigo argentino.

Saiba mais!
Esta petição será entregue para:

À CTNBio, que é o órgão com competência para liberar ou rejeitar o trigo transgênico

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