Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida denuncia impactos dos agrotóxicos produzidos pela Bayer e Basf no Brasil

Na manhã deste sábado (05), durante a conferência anual de Acionistas Críticos da Bayer e Basf na Alemanha, Fran Paula e Alan Tygel contextualizaram a luta travada há nove anos pelas centenas de organizações e movimentos sociais articulados na Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida, no combate aos agrotóxicos e na afirmação da Agroecologia como o modelo sustentável para agricultura e para a produção de alimentos saudáveis.

Em suas falas apresentaram dados do estudo Agrotóxicos Perigosos: Bayer e Basf – um negócio global com dois pesos e duas medidas, realizado pela Campanha em parceria com a Inkota, Misereor e Rosa Luxemburgo, onde se denunciou o contexto de uso indiscriminado e criminoso de agrotóxicos em todo território brasileiro.

“44% dos agrotóxicos mais utilizados no país são proibidos na União Europeia. Dos 50 agrotóxicos mais utilizados, 22 são classificados pela Rede de Ação contra Agrotóxicos (PAN) como altamente perigosos”, denunciaram.

A Bayer e Basf vendem no Brasil 24 ingredientes proibidos em seu país sede, a Alemanha. Destes, metade são considerados altamente perigosos.

São inúmeras as evidências científicas que comprovam a presença de agrotóxicos nas águas (incluindo a consumida pelos brasileiros); a contaminação de trabalhadores/as com agrotóxicos no sangue e até no leite materno; a presença de resíduos de agrotóxicos nos alimentos; morte de abelhas por venenos; e contaminação de comunidades indígenas e de agricultores/as familiares que se encontram no entorno das fazendas agrícolas por pulverização aérea, na maioria das vezes de forma intencional sobre essas comunidades tradicionais.

Ainda no campo da denuncia, relataram que, “os agrotóxicos altamente perigosos e proibidos na União Europeia têm facilidade de chegar em determinados países, como o Brasil, devido aos processos mais flexíveis de registro de pesticidas e não responsabilização da cadeia produtiva, provocando violações de direitos. Enquanto a indústria química lucra bilhões por ano com a venda de agrotóxicos no Brasil, o povo brasileiro fica com o custo ambiental e na saúde pública.”

O estudo citado está disponível na íntegra aqui no site da Campanha.



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